sábado, 26 de janeiro de 2008

O nosso "Economês"...


Quando comecei meu curso de Economia na UFRRJ pude perceber um vocabulário amplamente farto e rebuscado utilizado pelos mestres em seus embates teóricos e até mesmo nos textos indicados por eles. Foi aí que uma amigo me falou sobre o Paulo Sandroni e seu trabalho "Novíssimo Dicionário de Economia" que, diga-se de passagem, foi um ótimo companheiro por todo o curso. Hoje soube da publicação deste notável título: "Traduzindo o Economês para entender a Economia Brasileira na época da Globalização" do Paulo Sandroni ,lançado pela editora Best Seller e que (sem trocadilhos) já é um sucesso de vendas nas livrarias de todo o país. O livro explica de maneira simples e clara os termos econômicos presentes nos principais veículos de comunicação. Leitura indispensável para todos àqueles que se interssam pelo assunto.

domingo, 20 de janeiro de 2008

Americanas.com: Um gigante nascido de uma fusão

Parece que foi ontem que li no site do Valor OnLine:

"Os sites de comércio eletrônico Submarino e Americanas.com costuram os últimos detalhes de uma fusão, a ser anunciada nos próximos dias. A união das duas maiores empresas de comércio eletrônico do país criará uma nova companhia com valor de mercado inicial em torno de R$ 6 bilhões a R$ 6,5 bilhões.

A empresa resultante terá um sócio claramente majoritário, a Lojas Americanas S.A. (Lasa), em contraposição ao modelo atual do Submarino, que foi uma das primeiras empresas da bolsa brasileira a ter o controle difuso.

A Lasa, que hoje controla integralmente a Americanas.com, deverá ser dona de mais de 50% do capital da nova companhia, algo em torno de 55%; e os acionistas do Submarino deverão ter os outros cerca de 45%.

O Valor apurou, entretanto, que será implementado um modelo de proteção aos acionistas minoritários, com regras mínimas de governança a ser seguidas dentro da nova empresa. Dessa forma, a Lojas Americanas não funcionará exatamente como um controlador típico. A discussão desses pontos tomou boa parte do tempo ao longo dos três meses de negociação, porque os executivos do Submarino queriam preservar ao máximo a estrutura de governança de uma empresa independente.

A Lasa é controlada por Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles. O Submarino, que já integrou o portfólio da GP Investimentos no passado, hoje tem mais de 70% de seu capital pulverizado, enquanto três grandes fundos estrangeiros detêm participação entre 5% e 10% cada um.

O conselho de administração da nova companhia deverá ter nove membros, sendo cinco indicados pela Lojas Americanas e quatro conselheiros independentes vindos do Submarino.

O supersite de comércio eletrônico será co-presidido por Anna Christina Saicali e Flávio Jansen, respectivamente executivos principais de Americanas.com e Submarino. Mas nos demais cargos de diretoria deverá prevalecer a equipe do Submarino.

Como o Submarino tem controle difuso, a operação introduz uma novidade no mercado brasileiro, sinal dos novos tempos. As negociações foram conduzidas por seu corpo de executivos e agora os seus acionistas terão que aprovar a operação em assembléia geral.

Os termos da fusão contêm características que deverão funcionar como um incentivo ao voto favorável. Há um prêmio significativo aos acionistas do Submarino implícito nos termos da transação - superior a 50%. A geração de caixa atual da Americanas.com é mais que o dobro daquela do concorrente. Apesar disso, os acionistas do Submarino receberão quase metade da empresa resultante. De janeiro a setembro, o lajida (lucro antes do pagamento de juros, impostos, depreciação e amortização) da Americanas.com foi de R$ 93,1 milhões, enquanto a do Submarino foi de R$ 42,6 milhões. Além disso, está prevista a distribuição aos acionistas do Submarino de cerca de R$ 500 milhões a R$ 600 milhões em dividendos antes da fusão. Já a Lasa deverá injetar cerca de R$ 200 milhões em caixa na Americanas.com.

A nova empresa substituirá o Submarino na listagem em bolsa e continuará a figurar no segmento do Novo Mercado, somente com ações ordinárias.

As marcas das duas empresas devem ser mantidas independentes, pelo menos inicialmente. Mas uma esperada unificação de toda a parte de compras e distribuição deverá gerar sinergias muito significativas.

Nenhuma das duas companhias quis falar sobre a fusão, alegando que não comentariam " boatos de mercado " . As ações do Submarino e da Lojas Americanas dispararam nos últimos dias, levantando suspeitas. A Lasa atingiu o seu maior valor de mercado de todos os tempos, depois que suas ações preferenciais subiram 12,37% neste mês. Os papéis de Submarino acumulam alta de 20% em novembro.

Ontem, um relatório da corretora do Credit Suisse mencionava a possibilidade de negócio entre as empresas. O CS é justamente um dos bancos que trabalha na operação, como assessor financeiro do Submarino, que conta ainda com assessoria jurídica do escritório Mattos Filho. A Lasa é assessorada pelo Citigroup e pelo Barbosa, Müssnich e Aragão.

A fusão dos sites deverá gerar um impasse com relação aos seus respectivos parceiros financeiros atuais, responsáveis pelo parcelamento das compras. A Lojas Americanas tem uma financeira em sociedade com o Banco Itaú. Por seu lado, o Submarino fechou acordo exclusivo semelhante com a financeira francesa Cetelem, em fevereiro deste ano. Apenas um dos dois acordos deverá prevalecer."

Hoje temos o Grupo Americanas como um dos de maior destaque em nossa economia. Será que um dia as fusões unificarão yodos os mercados? Esta pergunta parece absurda para alguns e apresenta-se com um pesadelo para outros. E você, o que pensa a respeito?

BCE: Crise faz Bancos Apertarem condições de Crédito

Os bancos da zona do euro previram dificuldades de refinanciamento e endureceram as condições para conceder créditos, informou nesta sexta-feira o BCE (Banco Central Europeu).

De acordo com uma pesquisa realizada pelo BCE entre dezembro de 2007 e o dia 8 de janeiro, os bancos tornaram os padrões de crédito para as empresas mais rígidos no quarto trimestre do ano passado, em relação ao terceiro.

O endurecimento reflete "a deterioração das condições do mercado financeiro desde o início dos problemas do último verão e da piora da situação dos bancos", afirmou o BCE.

Além disso, as instituições de crédito questionadas também informaram que endureceram as condições para a concessão de créditos hipotecários às famílias no quarto trimestre do ano.

O Banco Central explicou que antecipou a divulgação do resultado da enquete em um mês em função dos problemas financeiros que começaram em meados de 2007. A pesquisa incluiu perguntas específicas sobre as conseqüências da situação dos mercados.

A demanda de crédito pelas empresas permaneceu positiva nos últimos três meses de 2007, enquanto a de empréstimos hipotecários e de consumo caiu consideravelmente, a níveis negativos.

Os bancos dos países da zona do euro garantiram que "os padrões de crédito para os empréstimos às empresas foram mais afetados pelas turbulências que os de crédito às famílias", de acordo com o BCE.

As instituições financeiras esperam que as turbulências tenham efeito nos critérios para concessão de crédito nos próximos três meses.

O BCE afirmou que na pesquisa a proporção de entidades de crédito que sofreram este impacto foi maior que a que eles acreditaram que seria detectada, em comparação com a realizada no terceiro trimestre de 2007.

Os bancos também afirmaram que as recentes turbulências nos mercados financeiros criaram condições de refinanciamento mais difíceis nos três últimos meses e prevêem que elas se mantenham até março.

A atividade de securitização --dívida colocada no mercado mediante títulos de valores-- diminuiu.

A falta de liquidez no mercado do euro fez as taxas de juros interbancário dispararem até quase 5% em dezembro. Depois que o BCE injetou liquidez adicional, esses juros caíram.

A taxa básica do BCE está em 4%, sendo o juro mínimo da entidade monetária nas operações de refinanciamento aos bancos comerciais.

Fonte:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u364830.shtml



Pacote de Busch Frusta Mercado

A reação imediata do mercado financeiro ao pronunciamento do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, sobre o pacote de estímulo fiscal foi de decepção. ?Os mercados aguardavam mais detalhes do pacote?, comentou o economista Bráulio Borges, da LCA Consultores. ?Bush poderia ter sido mais enfático do que foi. Mas a gente enxerga que há disposição do governo e do Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA) em evitar recessão.?

Ontem à tarde, George W. Bush propôs uma série de medidas fiscais para evitar que o país entre em recessão. Na avaliação dele, para ser eficaz, o pacote de estímulo econômico deve ser equivalente a 1% do Produto Interno Bruto (PIB), ou seja, ficar entre US$ 140 bilhões e US$ 150 bilhões. Bush defendeu a implementação do plano o mais rapidamente possível, e com duração limitada.

Segundo Borges, o pacote só deve começar a mostrar seus efeitos sobre a economia do 2º trimestre em diante. ?A situação do primeiro trimestre já está dada?, salientou. Até lá, afirmou o economista, os mercados devem manter a volatilidade. Um dos efeitos da fala de Bush se deu no mercado futuro de juros dos EUA, onde cresceu a aposta de um corte de 0,75 ponto porcentual da taxa básica na reunião do Fed que será realizada nos dias 29 e 30 de janeiro. Atualmente, o juro está em 4,25% ao ano.

Borges disse ainda que, a partir do segundo trimestre, ficará mais claro se os Estados Unidos entrarão em recessão ou não. Borges estima que o Produto Interno Bruto (PIB) americano terá crescimento zero no primeiro trimestre de 2008. Para o ano inteiro, o economista prevê uma expansão do PIB ?pouco abaixo de 2%?.

Fonte: http://www.atarde.com.br/economia/noticia.jsf?id=826047