domingo, 20 de janeiro de 2008

Pacote de Busch Frusta Mercado

A reação imediata do mercado financeiro ao pronunciamento do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, sobre o pacote de estímulo fiscal foi de decepção. ?Os mercados aguardavam mais detalhes do pacote?, comentou o economista Bráulio Borges, da LCA Consultores. ?Bush poderia ter sido mais enfático do que foi. Mas a gente enxerga que há disposição do governo e do Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA) em evitar recessão.?

Ontem à tarde, George W. Bush propôs uma série de medidas fiscais para evitar que o país entre em recessão. Na avaliação dele, para ser eficaz, o pacote de estímulo econômico deve ser equivalente a 1% do Produto Interno Bruto (PIB), ou seja, ficar entre US$ 140 bilhões e US$ 150 bilhões. Bush defendeu a implementação do plano o mais rapidamente possível, e com duração limitada.

Segundo Borges, o pacote só deve começar a mostrar seus efeitos sobre a economia do 2º trimestre em diante. ?A situação do primeiro trimestre já está dada?, salientou. Até lá, afirmou o economista, os mercados devem manter a volatilidade. Um dos efeitos da fala de Bush se deu no mercado futuro de juros dos EUA, onde cresceu a aposta de um corte de 0,75 ponto porcentual da taxa básica na reunião do Fed que será realizada nos dias 29 e 30 de janeiro. Atualmente, o juro está em 4,25% ao ano.

Borges disse ainda que, a partir do segundo trimestre, ficará mais claro se os Estados Unidos entrarão em recessão ou não. Borges estima que o Produto Interno Bruto (PIB) americano terá crescimento zero no primeiro trimestre de 2008. Para o ano inteiro, o economista prevê uma expansão do PIB ?pouco abaixo de 2%?.

Fonte: http://www.atarde.com.br/economia/noticia.jsf?id=826047

Nenhum comentário: